Cautela global mantém dólar estável e leva ouro a novas máximas históricas

Movimento reflete busca por proteção diante de incertezas econômicas, fiscais e geopolíticas no Brasil e no exterior, segundo boletins da Ourominas
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O dólar iniciou a sessão estável nesta quarta-feira (24), cotado a R$ 5,52, em linha com o fechamento anterior, em um ambiente de cautela nos mercados financeiros. Segundo boletim de câmbio divulgado por Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o comportamento da moeda americana reflete a postura defensiva dos investidores diante da agenda econômica e política doméstica e internacional.

Ao longo da manhã, o dólar apresentou variação próxima de zero, com oscilações entre R$ 5,50 e R$ 5,54. De acordo com o boletim, o fluxo aponta para saída moderada de ativos de risco, enquanto o mercado aguarda novos dados econômicos e sinais sobre política monetária, o que limita movimentos mais intensos no câmbio.

No cenário interno, os investidores acompanham as negociações fiscais no Congresso Nacional e os efeitos das projeções divulgadas no Boletim Focus. Além disso, a sessão conta com funcionamento reduzido, encerrando às 13h, e a divulgação da Ptax às 11h30, referência para contratos cambiais. A agenda inclui ainda indicadores de confiança empresarial e dados de arrecadação federal.

No exterior, o foco recai sobre os números do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos e os pedidos semanais de auxílio-desemprego. Conforme o boletim, esses indicadores podem influenciar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve, cuja política monetária restritiva segue dando suporte ao dólar no cenário global.

O ambiente internacional permanece marcado por menor apetite ao risco. Tensões comerciais entre Estados Unidos e China voltaram a pressionar os mercados, aumentando a volatilidade e reduzindo o espaço para valorização de moedas emergentes, como o real, segundo a avaliação apresentada.

Ouro

Paralelamente, o ouro avançou no mercado internacional e renovou máximas históricas. De acordo com boletim assinado por Mauriciano Cavalcante, diretor de ouro da Ourominas, o metal abriu cotado a US$ 4.445,65 por onça, refletindo a intensificação da busca por ativos considerados seguros.

A alta representa um avanço aproximado de 0,5% em relação ao fechamento anterior. No mercado interno, o ouro 24 quilates foi negociado em torno de R$ 802,24 por grama, com valorização superior a 3% frente à véspera, acompanhando o movimento internacional e a variação cambial.

Segundo o boletim, investidores têm reduzido exposição a moedas emergentes e ações, migrando para metais preciosos. O volume de negociações segue elevado, em meio ao aumento da volatilidade nos mercados globais e à percepção ampliada de risco.

O cenário geopolítico continua influenciando os preços. Impasses envolvendo Estados Unidos e Venezuela, a guerra na Ucrânia e novos episódios de instabilidade no Oriente Médio, como ataques na Síria, contribuem para reforçar o papel do ouro como ativo de proteção, conforme apontado pela Ourominas.

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