A Braskem informou que seu Conselho de Administração aprovou um investimento estimado em R$ 4,2 bilhões para ampliar a capacidade produtiva da central petroquímica localizada no estado do Rio de Janeiro. O projeto prevê aumento de 220 mil toneladas por ano na produção de eteno e volumes equivalentes de polietileno, com conclusão prevista para o final de 2028.
De acordo com a companhia, a fase inicial de engenharia básica, orçada em R$ 233 milhões, já havia sido aprovada em fevereiro deste ano. A iniciativa integra o Programa de Transformação da Braskem e está vinculada à obtenção de novos financiamentos, além dos recursos previstos no Regime Especial da Indústria Química (REIQ Investimentos) para os anos de 2025 e 2026.
Segundo a empresa, o investimento reforça a estratégia de competitividade e modernização de seu parque industrial. “Apesar do atual cenário global desafiador, temos que garantir que a Braskem terá competitividade no novo cenário petroquímico mundial, garantindo sua sobrevivência e perpetuidade. O investimento na central petroquímica do Rio de Janeiro demonstra nossa confiança no potencial do Brasil e o compromisso da companhia em contribuir com uma reindustrialização sustentável do setor, pautada em inovação e geração de valor”, afirmou o vice-presidente de Negócios América do Sul da Braskem, Stefan Lepecki.
Para viabilizar o projeto, o Conselho de Administração também aprovou a contratação de volume adicional de etano, que será fornecido pela Petrobras por meio de um acordo de longo prazo ainda em fase final de negociação. A medida busca garantir segurança no fornecimento de insumos e ampliar a competitividade operacional, fortalecendo a parceria estratégica entre as duas empresas.
De acordo com a Braskem, o projeto visa aumentar o uso de gás na matriz de insumos, reduzindo custos e emissões de carbono. A companhia afirma que o investimento representa um avanço em direção à transição energética e à modernização do setor químico nacional. “Estamos dando um passo importante na transição energética da Braskem e da própria indústria química no país. Esse é um investimento que olha para o futuro — com eficiência, sustentabilidade e foco na geração de valor”, concluiu Lepecki.