O interesse de profissionais brasileiros em trabalhar nos Estados Unidos segue em crescimento, impulsionado por salários competitivos e pela estabilidade econômica do país. De acordo com Guilherme Vieira, CEO da On Set Consultoria Internacional, empresa especializada em vistos americanos e negócios internacionais, o momento é favorável para quem busca oportunidades de carreira e empreendedorismo no mercado norte-americano.
Segundo o especialista, há forte demanda por profissionais qualificados, empreendedores e empresas com base técnica sólida. “Os Estados Unidos não rejeitam talentos. Eles rejeitam falta de preparo. Quem chega com histórico, coerência e propósito encontra um dos ecossistemas de negócios mais meritocráticos do mundo”, afirmou Vieira.
Entre as vantagens destacadas pelo consultor estão a segurança jurídica, o baixo nível de burocracia e a previsibilidade econômica. Esses fatores, segundo ele, permitem que empresas e profissionais planejem o futuro com maior clareza. Vieira também cita a carga tributária competitiva, os incentivos estaduais e o acesso a crédito como elementos que tornam o país um ambiente propício à expansão e inovação.
“Nos EUA, quem entrega resultado é recompensado rapidamente. A diferença é que o sistema valoriza produtividade, não presença. Você é pago pelo que gera, não pelo que promete”, acrescentou.
Apesar das oportunidades, Vieira alerta que o processo exige planejamento migratório e tributário adequado. Ele explica que muitos brasileiros cometem erros por falta de orientação, como abrir empresas de forma incorreta, solicitar vistos inadequados ou deixar de aproveitar benefícios legais. “O desafio não é entrar, é se manter. E quem entende as regras joga certo. O problema é que muita gente tenta fazer sozinha um processo que exige técnica e visão de negócio internacional”, observou.
O especialista aponta ainda que setores como tecnologia, saúde, construção civil, energia, marketing digital e educação corporativa estão em alta no país. O avanço da Inteligência Artificial e da automação, segundo ele, amplia as possibilidades para quem domina ferramentas digitais. “Empresas e profissionais que aprenderem a usar tecnologia e dados para gerar eficiência terão vantagem. A I.A. não substitui pessoas, ela substitui quem não evolui”, afirmou.
Com mais de dez anos de experiência entre Brasil e Estados Unidos, Vieira resume as diferenças entre os dois mercados. “No Brasil, o empresário luta contra o sistema. Nos EUA, o sistema joga junto com quem se organiza.”
O consultor defende que a internacionalização de negócios deve ser vista como estratégia e não como luxo. Segundo ele, os próximos anos serão decisivos para empresários e profissionais que desejam operar em dólar, construir patrimônio global e garantir estabilidade para suas famílias. “O ano de 2026 será um divisor de águas. O momento de se preparar é agora. Quem começar hoje, em um ano pode estar vivendo, trabalhando e crescendo em solo americano de forma legal, segura e estruturada, monetizando em dólar e escalando oportunidades em mercado forte e consumidor”, concluiu.