StartSe Payment Revolution 2025 debate futuro dos meios de pagamento no Brasil

Especialistas destacaram tendências como stablecoins, blockchain e Drex, apontando impactos para consumidores e empresas no Brasil
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O StartSe Payment Revolution Day 2025 reuniu executivos e especialistas do setor financeiro nesta quarta-feira (24), no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento discutiu durante dez horas de programação as mudanças nos meios de pagamento e destacou que a digitalização, a tokenização e a integração de sistemas estão transformando a experiência do consumidor e os processos corporativos.

Na palestra “Do real ao digital: O Impacto do Drex, Bitcoin e Blockchain”, Lia Maura de Freitas, gerente de Soluções de TI no Banco do Brasil, explicou que a tokenização democratiza o acesso ao sistema financeiro ao permitir a divisão de ativos de alto valor. “Um título de R$ 1 milhão, por exemplo, pode ser transformado em mil cotas de R$ 1.000, ampliando o acesso ao mercado”, afirmou. Segundo ela, a expectativa é que, até 2030, a tokenização represente até 10% do PIB mundial.

Em outra apresentação, Eric Altafim, diretor de Produtos e Corporate Sales no Itaú Unibanco, abordou o avanço das stablecoins. “Hoje, 99% do mercado de stablecoins está lastreado em dólar, concentrado em três grandes emissores, e já movimenta entre 270 e 280 bilhões de dólares, um crescimento de 30% apenas neste ano”, disse. Ele destacou que o Brasil deve avançar com a adoção do Drex, mas avaliou que outras stablecoins em reais podem se consolidar diante da retirada do blockchain do projeto pelo Banco Central.

No painel “A Barreira Invisível: Navegando no Cenário de Pagamentos Brasileiro”, Nathan Marion, senior director no NuPay, apresentou dados sobre as chamadas barreiras invisíveis, responsáveis por perdas no varejo. “Pagamentos com NuPay no varejo têm 23 pontos percentuais a mais de aprovação do que os feitos com cartão de crédito”, afirmou. Segundo ele, soluções como crédito emergencial já evitaram que até 68% das vendas de um grande varejista fossem perdidas.

A Mastercard também apresentou suas perspectivas para os próximos anos no painel conduzido por Mario Rocha, diretor de Produtos e Soluções para PMEs e B2B da companhia. “Pagamentos B2B sempre existiram, mas o que muda e nos leva ao futuro é a forma como eles acontecem”, disse. Rocha destacou que cerca de 90% das empresas no Brasil já utilizam contas PJ e ferramentas digitais, um cenário que favorece a aceleração da digitalização dos pagamentos corporativos. Ele apontou que tecnologias como cartões virtuais e integração via APIs devem ampliar a automação e eficiência nas empresas.

O evento contou ainda com a participação de Gustavo Carvalho, diretor executivo de Value Added Services da Visa do Brasil, que ressaltou a importância da troca de experiências. “Tivemos acesso a conteúdos relevantes, diversos insights e ainda a oportunidade de realizar um networking de alto nível com os participantes”, declarou.

Ao encerrar, o StartSe Payment Revolution Day 2025 reforçou a percepção de que a revolução nos meios de pagamento já está em andamento. Para especialistas, consumidores e empresas terão o desafio de acompanhar e liderar essa transformação em um ambiente cada vez mais digital.

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