A Sakura Alimentos obteve uma patente internacional inédita no setor de condimentos com o processo de fermentação utilizado no Sakura Kin, novo shoyu da marca lançado neste ano. O produto é o primeiro da América Latina a ser desenvolvido por um método de fabricação exclusivo, registrado mundialmente, segundo a empresa.
Com 85 anos de atuação no mercado, a companhia afirma que a conquista é resultado de mais de uma década de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que representam entre 4% e 7% do faturamento anual. Em 2010, a Sakura já havia direcionado cerca de R$ 25 milhões para modernização de suas plantas industriais, o que abriu caminho para a inovação atual.
O processo foi desenvolvido por Renato Kenji Nakaya em parceria com os químicos Renato Akira Honma e Rafael Jun Tomita. O método, de acordo com a empresa, reduz o consumo de recursos naturais, mantém a fermentação 100% natural e resulta em um molho com aroma diferenciado e sabor mais intenso.
“Conquistar uma patente internacional por um método inovador de fabricação de molho de soja representa um marco não apenas para a Sakura, mas para toda a indústria alimentícia brasileira”, afirmou Roberto Otake, CEO da companhia.
O shoyu Kin, cujo nome significa “ouro” em japonês, é produzido apenas com cinco ingredientes: água, soja, milho, sal e álcool. O produto é livre de glúten, corantes e conservantes, atendendo à tendência de consumo por rótulos mais limpos e transparentes.
Segundo a empresa, a sustentabilidade está no centro do processo patenteado, que reduz o uso de água e combustíveis fósseis. Além disso, são utilizados grãos não transgênicos, reforçando a estratégia ambiental adotada pela fabricante.
Com quatro unidades industriais e presença consolidada em todo o território nacional, a Sakura afirma que o lançamento do Kin reforça sua posição de pioneira em inovação no setor alimentício brasileiro e amplia as perspectivas para novos desenvolvimentos em fermentação de alimentos.
“Esse não é apenas um produto premium, é a prova tangível de que tradição e inovação podem caminhar juntas”, disse Otake.