Tecnologia já representa 7,7% do PIB de SC e impulsiona valorização imobiliária no litoral

Com crescimento de 11% em 2024, setor impulsiona valorização de imóveis em Itapema, onde preços subiram 11,13% em 12 meses.
Divulgação/Gessele Empreendimentos
Divulgação/Gessele Empreendimentos

Santa Catarina registrou em 2024 um faturamento de R$ 47,2 bilhões no setor de tecnologia, crescimento de 11% em relação a 2023, segundo o Observatório da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia). O resultado fez o estado ultrapassar o Rio Grande do Sul e se consolidar como o 5º maior polo do país. Atualmente, o setor representa 7,75% do PIB estadual, uma das maiores participações do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Amazonas.

De acordo com a ACATE, o avanço econômico tem atraído investidores e profissionais que buscam qualidade de vida, segurança e proximidade com o mar. Esse movimento, segundo especialistas, tem ampliado a demanda imobiliária no litoral, em especial em Itapema.

O Índice FipeZAP mostra que a cidade registrou valorização de 11,13% nos preços residenciais em 12 meses, superando a média nacional de 7,04%. Com metro quadrado médio de R$ 14.674 em agosto de 2025, Itapema ocupa a vice-liderança nacional no ranking, atrás apenas de Balneário Camboriú.

“O que observamos em Itapema é um movimento consistente: a chegada de investidores e profissionais de setores estratégicos, como tecnologia, tem elevado o padrão de demanda. Esse perfil de comprador pressiona os preços para cima e consolida a região entre os mercados mais dinâmicos do Brasil”, afirmou João Conhaqui, presidente da Gessele Empreendimentos.

Um dos exemplos citados pelo setor é o edifício George VI, entregue recentemente pela Gessele Empreendimentos no Canto da Praia. O empreendimento, lançado em 2021, alcançou valorização superior a 200% até a conclusão em 2025, com mais de 90% das unidades comercializadas antes da entrega.

Segundo Paula Gessele, vice-presidente da construtora, o perfil de comprador em Itapema passou a buscar imóveis que atendam padrões internacionais. “Hoje falamos de investidores e famílias que pesquisam tendências globais, comparam destinos e chegam ao litoral catarinense em busca de projetos que atendam padrões internacionais”, declarou.

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