O dólar iniciou esta quarta-feira (6) em queda, cotado a R$ 4,90 na abertura, com a cotação girando próxima de R$ 4,94 ao longo das primeiras negociações. O movimento ocorre no Brasil em meio a um cenário de maior apetite ao risco global, influenciado pela fraqueza do dólar no exterior e pelo fluxo positivo para mercados emergentes.
Segundo Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o fluxo cambial indica entrada de recursos no país, o que sustenta a valorização do real. Além disso, o diferencial de juros segue como fator de atração para investidores estrangeiros, contribuindo para a pressão de baixa sobre a moeda americana.
Apesar disso, o ambiente ainda é marcado por cautela moderada. De acordo com analistas, persistem incertezas sobre a trajetória da política monetária nos Estados Unidos, o que mantém os agentes financeiros atentos aos próximos dados econômicos.
Na agenda desta quarta-feira (6), investidores acompanham indicadores norte-americanos, como os dados de emprego no setor privado (ADP) e números de atividade econômica. Conforme o resultado desses indicadores, pode haver revisão nas expectativas em relação às decisões do Federal Reserve. No Brasil, o foco recai sobre dados de atividade e o comportamento das commodities.
No cenário internacional, há expectativa de flexibilização monetária nos Estados Unidos, o que pressiona o dólar globalmente. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo registram queda, influenciados por sinais de continuidade nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Declarações recentes de Donald Trump indicam avanço nas tratativas, o que reduz o risco de escalada no conflito e melhora o ambiente externo.
Ouro avança com dólar mais fraco e demanda por proteção
O mercado de ouro registra alta nesta quarta-feira (6), com a onça troy cotada próxima de US$ 4.691. No Brasil, o ouro à vista (24k) acompanha o movimento internacional e é negociado em torno de R$ 722.
Segundo Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, a valorização do metal ocorre em um ambiente de dólar mais fraco e maior apetite ao risco. Ainda assim, o ouro mantém sua função como ativo de proteção, com demanda sustentada diante das incertezas no cenário global.
De acordo com o economista, a alta do metal também é influenciada pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelas expectativas de uma política monetária menos restritiva por parte do Federal Reserve.
Além disso, o noticiário geopolítico segue no radar dos investidores. Sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã contribuem para a queda do dólar e dos preços do petróleo. Esse movimento, conforme analistas, oferece suporte adicional à valorização do ouro ao longo da sessão.