O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (23), cotado em torno de R$ 4,96, com leve variação para R$ 4,97 ao longo da manhã. O movimento ocorre no Brasil em meio ao aumento do apetite ao risco global, que direciona recursos para mercados emergentes. Ao mesmo tempo, o ouro registra valorização, influenciado por incertezas externas e demanda por proteção.
De acordo com Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas, a desvalorização da moeda norte-americana acompanha o avanço do Ibovespa, que sinaliza entrada de capital estrangeiro e fluxo cambial positivo. Esse cenário, conforme o boletim, indica maior interesse de investidores por ativos brasileiros no curto prazo.
No cenário internacional, persistem fatores de atenção. A região do Estreito de Ormuz voltou ao radar após novos incidentes envolvendo embarcações comerciais, em um contexto de reforço da presença militar. Segundo analistas, essa situação mantém o nível de incerteza elevado e influencia decisões de alocação de recursos.
Além disso, investidores monitoram indicadores econômicos dos Estados Unidos. Entre eles, os pedidos semanais de seguro-desemprego ganham destaque por fornecerem sinais sobre o mercado de trabalho e possíveis decisões de política monetária. Conforme o mercado, dados mais fracos podem aumentar expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve, pressionando o dólar globalmente.
No Brasil, o foco segue na trajetória fiscal e nas sinalizações sobre juros. Esses fatores, segundo especialistas, continuam sendo determinantes para o comportamento do câmbio no curto prazo.
Ouro avança com busca por proteção
O ouro iniciou o dia em leve alta nesta quinta-feira (23), cotado próximo de US$ 4.753 por onça troy. No mercado doméstico, o metal acompanha tanto o cenário internacional quanto a variação cambial, sendo negociado em torno de R$ 755 por grama no formato à vista (24k).
De acordo com Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, a valorização do ouro ocorre em meio à busca por ativos considerados seguros diante das incertezas globais. A tensão no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz, sustenta a demanda pelo metal.
Além disso, o comportamento do ouro também reflete a atenção dos investidores aos dados econômicos dos Estados Unidos. Indicadores como os pedidos de seguro-desemprego influenciam as expectativas sobre a política monetária e, consequentemente, o desempenho de ativos de proteção.
Apesar do ambiente de juros ainda elevados, que tende a limitar ganhos mais expressivos, o cenário atual mantém o ouro em trajetória de valorização no curto prazo. Segundo o boletim, o fluxo segue direcionado para ativos considerados mais seguros em momentos de incerteza econômica e geopolítica.