Dólar sobe a R$ 5,18 e ouro recua com tensão no Oriente Médio

Cenário externo, conflito no Oriente Médio e postura do Fed pressionam moedas emergentes e reduzem atratividade do metal
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O dólar abriu em alta nesta quinta-feira (2), cotado a R$ 5,18, segundo boletim de câmbio da Ourominas com análise do diretor Elson Gusmão. De acordo com a instituição, o movimento acompanha o fortalecimento global da moeda norte-americana, impulsionado pela expectativa de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos, além do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Conforme o boletim, dados econômicos recentes dos Estados Unidos e a postura mais conservadora do Federal Reserve ampliaram a procura por ativos considerados seguros. Como resultado, moedas emergentes, entre elas o real, passaram a sofrer maior pressão ao longo da sessão.

Além disso, segundo a Ourominas, declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando a continuidade e possível intensificação das ações militares envolvendo o Irã nas próximas semanas, reduziram a expectativa de uma trégua no curto prazo. Esse cenário elevou a aversão ao risco e favoreceu a valorização do dólar no mercado internacional.

No ambiente doméstico, o fluxo cambial registrou saída líquida em segmentos financeiros, fator que, de acordo com a análise, também contribuiu para a alta da moeda. Ao mesmo tempo, a percepção de risco fiscal e as incertezas no cenário político brasileiro limitaram o apetite por ativos locais.

Na agenda desta quinta-feira (2), investidores acompanham indicadores de atividade e emprego nos Estados Unidos, além de discursos de dirigentes do Fed. Segundo analistas, esses eventos podem recalibrar as expectativas sobre a política monetária. No Brasil, o foco permanece sobre os dados fiscais e a condução da política econômica.

No mercado de metais, o ouro iniciou a sessão em queda. Segundo boletim assinado pelo economista Mauriciano Cavalcante, a onça troy era negociada na faixa de US$ 4.627, enquanto o ouro à vista (24k), no mercado doméstico, girava em torno de R$ 793 por grama.

De acordo com a Ourominas, a retração do metal reflete um movimento de realização, combinado com a valorização do dólar e a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Como o ouro não oferece rendimento, o ambiente de juros elevados reduz sua atratividade entre investidores.

Por outro lado, as tensões geopolíticas seguem no radar e continuam gerando volatilidade. Conforme o boletim, as recentes declarações do presidente norte-americano sobre a intensificação do conflito com o Irã provocaram ajustes nos preços dos ativos, com impacto negativo no metal no curto prazo.

Para os próximos dias, o mercado deve continuar atento aos indicadores econômicos dos Estados Unidos e à comunicação do Federal Reserve. Segundo a avaliação, esses fatores tendem a orientar as expectativas para a trajetória dos juros e, consequentemente, o comportamento do ouro.

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