O ouro iniciou esta terça-feira (3) em queda no mercado internacional. Segundo o economista Mauriciano Cavalcante, da Ourominas, a commodity abriu o dia cotada a US$ 5.336,45 e, nas primeiras horas de negociação, recuou para cerca de US$ 5.182, o que representa baixa de 2,44% em relação ao fechamento anterior. O movimento ocorre após a forte valorização recente do metal e diante do avanço do dólar no exterior.
De acordo com a análise, a queda reflete principalmente uma realização de lucros por parte dos investidores. Além disso, a valorização da moeda norte-americana tende a tornar o ouro menos atrativo, já que o metal é negociado globalmente em dólar. Com isso, parte dos agentes opta por reduzir posições após uma sequência de ganhos consecutivos.
O cenário internacional permanece marcado por elevada aversão ao risco. Conforme observado no mercado, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã tem aumentado a volatilidade nas bolsas e reforçado a busca por liquidez em dólar. Dessa forma, fluxos que antes estavam direcionados a metais preciosos passam a migrar para ativos considerados mais líquidos.
Ao mesmo tempo, os investidores acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e o comportamento do petróleo, que segue em alta e pressiona as expectativas de inflação. Esse contexto amplia as incertezas e influencia decisões de curto prazo nos mercados globais.
No Brasil, o foco se volta para dados recentes do Produto Interno Bruto e para os debates em torno da política fiscal. Esses fatores, por sua vez, compõem o pano de fundo das expectativas sobre os próximos passos da política monetária conduzida pelo Banco Central.
No exterior, discursos de dirigentes do Federal Reserve e a divulgação de indicadores de inflação dos Estados Unidos continuam no radar. Tais informações podem alterar as projeções sobre eventuais cortes ou manutenção dos juros ainda neste ano.
Assim, o dia começa com o ouro pressionado e os mercados operando em clima de cautela. Entre riscos geopolíticos, expectativas sobre juros e movimentos defensivos em dólar, os investidores ajustam posições enquanto acompanham os próximos dados econômicos.