Dólar abre em alta a R$ 5,22 com foco na inflação e fiscal

Mercado reage ao IPCA de janeiro e monitora cenário das contas públicas, enquanto ambiente externo e política do Fed influenciam câmbio e ouro
Olia Danilevich
Olia Danilevich

O dólar iniciou a sexta-feira (13) em alta, cotado a R$ 5,22, com o mercado atento aos dados de inflação de janeiro, ao cenário fiscal brasileiro e ao ambiente externo. A movimentação ocorre em meio à divulgação do IPCA, às declarações do Ministério da Fazenda e à expectativa sobre a política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

Segundo Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, a moeda norte-americana avança em um ambiente de cautela. A inflação oficial medida pelo IPCA subiu 0,33% em janeiro, em linha com as projeções do mercado. Conforme analistas, o resultado mantém a expectativa de que o Banco Central inicie um ciclo de cortes na taxa Selic em março.

Ao mesmo tempo, declarações do Ministério da Fazenda sobre o cenário fiscal seguem influenciando o humor dos investidores. De acordo com participantes do mercado, há preocupação com possíveis riscos à trajetória das contas públicas, o que contribui para a volatilidade no câmbio.

No exterior, o dólar permanece fortalecido frente a moedas de países emergentes. O movimento ocorre em um contexto de maior aversão ao risco, enquanto investidores acompanham indicadores de inflação nos Estados Unidos e avaliam os próximos passos da política monetária do Federal Reserve. Nesse cenário, ativos considerados mais seguros ganham espaço, o que sustenta a moeda norte-americana.

A agenda desta sexta-feira (13) também é marcada pela divulgação de dados domésticos de inflação e atividade econômica. Além disso, o mercado monitora discursos de dirigentes do Federal Reserve e novos indicadores norte-americanos, que podem influenciar as expectativas sobre o ritmo de cortes de juros nos Estados Unidos. Diante desse quadro, a tendência é de que o câmbio permaneça sensível ao noticiário econômico e ao ambiente global.

Ouro recua no exterior e oscila no mercado doméstico

No mercado internacional, a onça troy do ouro iniciou o dia cotada a US$ 4.941,30, após queda de 3,08% em relação ao fechamento anterior. A faixa recente de negociação varia entre US$ 4.900 e US$ 5.122, o que indica um ambiente de volatilidade elevada.

Segundo Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o metal reflete a cautela dos investidores diante das incertezas econômicas e geopolíticas. As expectativas em torno da política monetária dos Estados Unidos seguem no centro das atenções, uma vez que juros elevados tendem a pressionar o ouro, enquanto sinais de desaceleração econômica podem ampliar sua demanda como proteção.

No Brasil, o grama do ouro é negociado a R$ 841,63, com variação positiva de 0,07% frente ao dia anterior. O preço doméstico acompanha as referências internacionais de Londres e Nova York, além de sofrer influência direta da cotação do dólar e do ambiente de risco local.

A agenda internacional desta sexta-feira (13) inclui novos indicadores de inflação e declarações de autoridades do Federal Reserve. Conforme analistas, esses fatores podem redefinir projeções para os juros norte-americanos e, consequentemente, impactar o comportamento do dólar e do ouro ao longo do dia.

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