O dólar iniciou o pregão desta terça-feira (6) cotado a R$ 5,42, em linha com o fechamento da sessão anterior, e passou a operar em leve estabilidade no mercado doméstico. O movimento reflete a postura cautelosa dos investidores diante de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e expectativas relacionadas à política monetária dos Estados Unidos.
A moeda norte-americana registra variação próxima de zero em relação ao encerramento da última sessão, quando fechou em R$ 5,41. De acordo com avaliação de mercado, o fluxo cambial permanece moderado e seletivo, influenciado pela liquidez reduzida típica do início do ano e pela atenção às notícias externas.
O ambiente de cautela predomina entre os operadores, que monitoram os desdobramentos da crise política na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, além da volatilidade nos preços do petróleo e das tensões comerciais entre Washington e Pequim. Nesse contexto, o fluxo cambial segue sem direção definida, limitado por fatores técnicos e pela sensibilidade a eventos políticos.
No cenário doméstico, o mercado acompanha a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor semanal da Fundação Getulio Vargas, divulgado pela manhã, que pode influenciar as expectativas inflacionárias e as projeções para a política monetária do Banco Central. Já no exterior, os investidores observam o PMI industrial dos Estados Unidos e dados de inflação da Turquia, que ajudam a compor o panorama global de risco e liquidez.
Enquanto o dólar opera de forma estável, o ouro avança de maneira significativa. O metal precioso abriu o dia em alta, com a onça troy cotada em torno de US$ 4.460,00 no mercado internacional. No Brasil, o ouro 24 quilates é negociado próximo de R$ 776,00 por grama, com valorização de 2,61% em relação ao fechamento anterior.
Segundo análise de mercado, a alta do ouro reflete a busca por ativos de proteção em meio à instabilidade geopolítica e às incertezas sobre o ritmo de cortes de juros pelo Federal Reserve. Taxas de juros mais baixas tendem a favorecer o metal, uma vez que reduzem o custo de oportunidade de manter posições no ativo.
A valorização também acompanha o aumento da demanda por ouro físico e financeiro, impulsionada por fundos e instituições que buscam diversificação em um ambiente de maior aversão ao risco. A cotação internacional acima de US$ 4.400 reforça o papel do metal como ativo de segurança em períodos de incerteza.
Ao longo do dia, os investidores seguem atentos aos discursos de dirigentes do Federal Reserve e a novos indicadores econômicos dos Estados Unidos, que podem alterar as expectativas sobre juros e impactar tanto o câmbio quanto o mercado de metais preciosos. Assim, dólar e ouro refletem, de formas distintas, a prudência dos agentes financeiros diante de um cenário global ainda indefinido.