O primeiro pregão de 2026 começou com o dólar em leve queda e o ouro mantendo trajetória de valorização, segundo boletins divulgados pela Ourominas. O movimento reflete ajustes técnicos após o feriado prolongado, menor liquidez global e um mercado em compasso de espera por indicadores econômicos e sinalizações de política monetária, nesta sexta-feira (2).
No mercado de câmbio, o dólar abriu cotado a R$ 5,44, recuo de 0,71% em relação ao fechamento anterior, de R$ 5,48. De acordo com Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o início do ano é marcado por cautela, com investidores ajustando posições diante de uma agenda econômica moderada, mas com potencial de gerar volatilidade.
Além disso, o volume de negócios é reduzido em função dos feriados na Ásia, especialmente no Japão e na China, o que diminui a liquidez internacional. Segundo a análise, os fluxos cambiais tendem a se concentrar em ajustes técnicos, sem grandes movimentos de tomada de risco neste começo de ano.
A agenda econômica desta sexta-feira (2) traz, no Brasil, a divulgação do PMI Industrial S&P Global e dos dados de Fluxo Cambial. Conforme o mercado, esses indicadores são relevantes para avaliar o ritmo da atividade econômica e a entrada de dólares no país.
No cenário internacional, a atenção segue voltada para o Federal Reserve, em meio às discussões sobre possíveis cortes graduais de juros ao longo de 2026. A inflação dos Estados Unidos permanece no radar dos investidores, já que eventuais surpresas nos dados podem influenciar o comportamento do dólar globalmente.
Na Europa, os índices de gerentes de compras também são acompanhados como termômetro da recuperação econômica. No Brasil, fatores políticos e a condução da política fiscal continuam sendo variáveis observadas pelo mercado na formação da taxa de câmbio.
Já no mercado de metais preciosos, o ouro iniciou a sexta-feira (2) cotado a US$ 4.386,47 por onça troy e a R$ 766,00 por grama. Segundo Mauriciano Cavalcante, diretor de ouro da Ourominas, o movimento reflete a continuidade da forte valorização registrada em 2025.
O metal acumulou alta anual de 64% no ano passado, a maior desde 1979, impulsionado pela demanda de bancos centrais e pelo aumento das posições em fundos negociados em bolsa. De acordo com o boletim, o ouro segue sendo buscado como ativo de proteção diante das tensões geopolíticas e das expectativas de flexibilização monetária nos Estados Unidos.
O ambiente de cautela também predomina no mercado de ouro, com investidores direcionando recursos para ativos defensivos em meio à liquidez reduzida nos mercados asiáticos. Nesse contexto, o dólar opera sem tendência definida, enquanto os agentes aguardam dados econômicos que podem influenciar o comportamento dos mercados nas próximas semanas.