Cade aprova fusão entre Petz e Cobasi com exigência de venda de lojas em São Paulo

Acordo determina alienação de unidades para mitigar sobreposição e viabiliza criação de empresa líder no varejo pet nacional
Divulgação/Petz
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou, com restrições, a fusão entre Petz (PETZ3) e Cobasi, que passam a formar uma das maiores empresas do varejo pet do país. A decisão foi tomada após a assinatura de um Acordo em Controle de Concentração, por meio do qual as companhias deverão vender entre 20 e 30 lojas no estado de São Paulo, sendo 26 unidades inicialmente previstas, localizadas em sua maioria na capital. Segundo informações apresentadas pelas empresas, esses pontos representam 3,3% do faturamento conjunto nos últimos 12 meses.

De acordo com o advogado Pedro Campos Vasconcellos, especialista em fusões e aquisições do escritório Marcelo Tostes Advogados, a autorização abre espaço para avanços no setor. Segundo ele, a criação de uma companhia de maior porte tende a estimular investimentos e ampliar padrões de eficiência. “A aprovação com restrições mostra o equilíbrio da autoridade antitruste. Essa fusão tem potencial para fortalecer a cadeia pet no país, criando uma empresa ainda mais robusta e competitiva. Isso pode gerar ganhos de eficiência, inovação e investimentos em escala nacional”, afirma.

Conforme explica Vasconcellos, a análise do Cade se concentrou na sobreposição de lojas em localidades específicas, sobretudo no estado de São Paulo. Segundo ele, o órgão avaliou que a combinação das operações poderia elevar a participação de mercado em algumas regiões, com possíveis impactos sobre a concorrência e a formação de preços. “A preocupação central residia na sobreposição de lojas, especialmente em São Paulo. A análise busca evitar que a combinação dessas atividades gere uma participação de mercado capaz de afetar preços ou restringir a concorrência. O ACC foi fundamental para mitigar esse risco”, destaca.

O especialista afirma ainda que a alienação de unidades é uma prática usual em processos de concentração e tem o objetivo de preservar a dinâmica competitiva local. Segundo ele, a medida garante que a operação avance sem comprometer o equilíbrio do mercado. “Ao definir previamente a venda de determinados pontos de venda, o Cade assegura que a estrutura concorrencial seja preservada. É uma medida proporcional, que permite que a operação siga adiante sem comprometer a dinâmica competitiva”, observa.

Com a aprovação, Petz e Cobasi passam a integrar a maior companhia do varejo pet brasileiro. O movimento acompanha tendência global de consolidação no setor. Conforme analisa Vasconcellos, a competição permanece ativa e o consumidor poderá ser beneficiado com novas iniciativas e expansão de serviços. “Para o consumidor, a competição permanece saudável. A fusão não elimina concorrentes relevantes e, com o ACC, o Cade reforça as garantias para um ambiente equilibrado. É um avanço importante para o segmento”, conclui.

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