O dólar teve uma sessão de variações modestas nesta segunda-feira (24) e acabou encerrando o dia muito próximo da estabilidade, em meio ao aumento das expectativas de que o Federal Reserve possa reduzir os juros já na reunião de dezembro. O movimento acompanhou o ambiente externo mais favorável às moedas de países emergentes, enquanto investidores também monitoravam no Brasil os desdobramentos da liquidação do Banco Master e novas sinalizações do governo sobre o ajuste fiscal.
A moeda norte-americana recuou 0,13% no mercado à vista, fechando a R$ 5,3951. No acumulado do ano, o dólar ainda registra queda de 12,69%. No mercado futuro, o contrato de dezembro cedia 0,29% na B3, negociado a R$ 5,4010 no fim da tarde. No comercial, terminou a R$ 5,395 para compra e venda. No turismo, as cotações ficaram entre R$ 5,417 e R$ 5,597.
No exterior, o dólar mostrava leve fraqueza ante divisas de emergentes, refletindo o avanço das apostas em uma redução de 25 pontos-base pelo Fed no próximo mês — percepção reforçada pela leitura de que a economia norte-americana pode estar num momento mais favorável a flexibilização monetária.
No Brasil, além do acompanhamento dos impactos da liquidação do Banco Master, o foco dos agentes recaiu sobre o quadro fiscal. O governo deve bloquear mais R$ 3,3 bilhões em despesas para tentar cumprir a meta, gesto que reforça a avaliação de um orçamento ainda pressionado.
A expectativa local para a semana inclui a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no almoço anual da Febraban, nesta terça-feira. O mercado aguarda eventuais sinais sobre o rumo da Selic, hoje em 15% ao ano. Embora parte dos investidores veja espaço para um corte de 25 pontos-base já em janeiro, o BC tem reiterado que a política monetária seguirá dependente da evolução dos dados.