A NVIDIA (NASDAQ: NVDA) divulgou nesta quinta-feira (20) os resultados financeiros do terceiro trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado em 26 de outubro de 2025. Segundo a companhia, a receita totalizou US$ 57 bilhões, representando aumento de 22% em relação ao trimestre anterior e de 62% na comparação anual. A maior parte do desempenho ocorreu no segmento de data centers, que atingiu US$ 51,2 bilhões.
De acordo com Jensen Huang, fundador e CEO da empresa, “as vendas da Blackwell dispararam e as GPUs para nuvem estão esgotadas”. Conforme ele afirma, a demanda por computação avança tanto em treinamento quanto em inferência, impulsionada pela expansão do ecossistema de inteligência artificial em diversos setores e países.
Durante o trimestre, a NVIDIA informou que o segmento de data centers registrou crescimento de 25% em relação ao segundo trimestre e de 66% na comparação anual. A empresa destacou ainda uma série de parcerias estratégicas, incluindo acordo com a OpenAI para implantação de ao menos 10 gigawatts de sistemas NVIDIA em infraestrutura de próxima geração.
Entre as iniciativas listadas, a NVIDIA informou colaboração com Google Cloud, Microsoft, Oracle e xAI para construção de infraestrutura de IA nos Estados Unidos com centenas de milhares de GPUs da companhia. Além disso, conforme divulgado, a Anthropic passará a operar sua tecnologia em infraestrutura NVIDIA, utilizando inicialmente 1 gigawatt de capacidade.
A empresa também anunciou cooperação com a Intel para desenvolvimento de múltiplas gerações de produtos personalizados e citou a aceleração de sete novos supercomputadores, entre eles o Solstice, com 100 mil GPUs Blackwell, e o Equinox, com 10 mil unidades. Outra informação apresentada foi a celebração da primeira wafer Blackwell produzida nos Estados Unidos nas instalações da TSMC no Arizona.
Durante o trimestre, a NVIDIA apresentou ainda o Rubin CPX, uma GPU voltada para processamento de contextos em larga escala, e informou parceria com a Nokia para inclusão de produtos AI-RAN no portfólio RAN da empresa, com foco em redes 5G-Advanced e 6G nativas de IA. A companhia também lançou a plataforma AI-RAN totalmente norte-americana, desenvolvida junto a Booz Allen, Cisco, MITRE, ODC e T-Mobile.
A empresa destacou também trabalho conjunto com o governo da Coreia do Sul e empresas como Hyundai Motor Group, Samsung Electronics, SK Group e NAVER Cloud para expansão da infraestrutura nacional de IA, prevista para alcançar mais de 250 mil GPUs.
No segmento de visualização profissional, a receita do trimestre atingiu US$ 760 milhões, avanço de 26% em relação ao trimestre anterior e de 56% na comparação anual. Segundo a empresa, teve início a distribuição do NVIDIA DGX Spark™, descrito como o menor supercomputador de IA do mundo.
No setor automotivo, a receita totalizou US$ 592 milhões, representando crescimento de 1% em relação ao trimestre anterior e de 32% na comparação anual. A companhia informou parceria com a Uber para ampliar, a partir de 2027, a rede de mobilidade de nível 4, com previsão de atingir 100 mil veículos.
Conforme Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para a América Latina, “os resultados deste trimestre refletem como a adoção de IA está avançando com uma velocidade sem precedentes”. Ele afirmou que organizações da região estão acelerando a transformação digital com apoio das plataformas da empresa.
Para o quarto trimestre, a companhia prevê receita de US$ 65 bilhões, com margem de variação de aproximadamente ±2%. A NVIDIA informou ainda que, nos primeiros nove meses do ano fiscal, retornou US$ 37 bilhões aos acionistas via recompra de ações e dividendos, e que o próximo dividendo trimestral, de US$ 0,01 por ação, será pago em 26 de dezembro de 2025 para acionistas registrados em 4 de dezembro de 2025.