Dólar recua a R$ 5,31 em dia de baixa liquidez e expectativa por dados nos EUA

Moeda norte-americana oscilou em margens estreitas nesta terça-feira (18), enquanto investidores aguardam indicadores relevantes que serão divulgados ao longo da semana
Karolina Gabrowski
Karolina Gabrowski

O dólar à vista fechou a terça-feira (18) em leve baixa de 0,26%, aos R$5,3186 na venda. No ano, segundo dados do mercado, a divisa acumula queda de 13,92%. Na B3, às 17h04, o contrato de dólar futuro para dezembro cedia 0,19%, para R$5,3300.

De acordo com informações do Banco Central, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$5,344 para compra e R$5,344 para venda. No segmento de turismo, as cotações ficaram em R$5,339 para compra e R$5,519 para venda.

A sessão foi marcada por baixa volatilidade, com os agentes aguardando uma série de divulgações nos Estados Unidos ao longo da semana. No Brasil, investidores acompanharam o noticiário sobre a prisão do acionista controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, por suspeita de fraude de R$12 bilhões. O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da instituição, mas, conforme analistas, o episódio não influenciou os preços no mercado de câmbio.

Durante o dia, o dólar variou entre a máxima de R$5,3471 (+0,27%) às 9h26 e a mínima de R$5,3155 (-0,32%) às 16h19, em margens consideradas estreitas pelos operadores. No exterior, o comportamento também era misto: a moeda norte-americana avançava ante o peso chileno, enquanto caía frente ao peso colombiano e ao peso mexicano. Às 17h05, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas — registrava estabilidade, a 99,551.

Segundo operadores, a cautela predominou antes da divulgação do balanço da Nvidia, esperada para quarta-feira, que poderá orientar as avaliações sobre o desempenho das ações de tecnologia após a forte valorização recente. Também na quarta-feira está prevista a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve.

Na quinta-feira, será publicado o relatório de empregos (payroll), o primeiro desde o fim da paralisação do governo norte-americano. Os agentes acompanharão os dados em busca de sinais sobre a possibilidade de o Federal Reserve retomar os cortes de juros em dezembro. Conforme a Ferramenta CME FedWatch, no fim da tarde o mercado precificava 51,1% de probabilidade de manutenção da taxa na faixa entre 3,75% e 4,00%, ante 48,9% de chance de corte de 25 pontos-base.

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