A Braskem e a Dinaco anunciaram parceria para a comercialização, no Brasil, da primeira cera de polietileno renovável do mundo, desenvolvida a partir de cana-de-açúcar. Segundo as companhias, a cera I’m green™ bio-based apresenta pegada de carbono negativa e chega ao mercado sem exigir mudanças significativas nos processos produtivos.
De acordo com informações da Braskem, a produção do plástico I’m green™ bio-based retira cerca de 2,5 toneladas de CO₂ da atmosfera para cada tonelada fabricada. “Para cada tonelada de plástico I’m green™ bio-based produzida pela Braskem, cerca de 2,5 toneladas de CO₂ são retiradas da atmosfera, o que gera um balanço positivo”, afirma Rafael Pellicciotta, Gerente de Desenvolvimento de Produtos e Negócios de Especialidades Químicas da Braskem.
A empresa explica que a cera renovável pode substituir ceras vegetais ou de abelha sem alterar características como consistência, estabilidade e reprodutibilidade de lote. Ainda conforme a Braskem, a solução viabiliza formulações veganas. “A cera I’m green™ bio-based é resultado do nosso compromisso em criar soluções que gerem valor para a indústria e o planeta”, explica Pellicciotta.
Segundo dados da Euromonitor, o setor de cosméticos movimentou R$ 173,4 bilhões no Brasil em 2024, com crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. As empresas afirmam que a expectativa é de que, a partir de 2026, a cera se torne referência para fabricantes de cosméticos e produtos de cuidados pessoais, com potencial de adesão ampliado entre consumidores das gerações mais jovens, conforme levantamento da Deloitte.
O Laboratório de Inovação da Dinaco desenvolveu protótipos com aplicações da cera em maquiagem, protetores solares e produtos de cuidados pessoais. “Com a nova solução, simplificamos a formulação, de modo a oferecer constância, previsibilidade e sustentabilidade em um único produto”, afirma Alexandre Kaplan, presidente da Dinaco.