Tupy (TUPY3) apura prejuízo de R$ 40 milhões após recuo operacional no 3T25

A empresa registrou menor margem e queda nos volumes, mas elevou o fluxo de caixa e avançou em projetos de automação e reorganização produtiva
Divulgação/Tupy
Divulgação/Tupy

A Tupy (TUPY3) informou que registrou receita líquida de R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre de 2025, conforme comunicado divulgado em Joinville na quinta-feira (6). Segundo a companhia, o desempenho refletiu a redução nos volumes físicos de vendas, influenciada pelo mercado de veículos comerciais nos Estados Unidos e pela apreciação do Real, enquanto os segmentos de reposição, energia e descarbonização compensaram parte desse efeito.

O fluxo de caixa operacional somou R$ 383 milhões no trimestre, um avanço de 69% em relação ao mesmo período de 2024. De acordo com a empresa, o resultado foi impulsionado pela gestão do capital de giro e pela redução de seis dias no ciclo de conversão de caixa. O EBITDA Ajustado totalizou R$ 165 milhões, com margem de 7%, ante 12% no 3T24, devido ao desempenho do negócio tradicional e ao impacto cambial.

A Tupy encerrou o trimestre com prejuízo líquido de R$ 40 milhões. Conforme informado, o resultado decorreu do menor desempenho operacional, parcialmente compensado pela melhora no resultado financeiro e pelo efeito positivo da variação cambial sobre bases tributárias.

No negócio tradicional, a empresa registrou queda de dois dígitos nos volumes de venda e produção, o que afetou a eficiência operacional e a diluição de custos, com reflexo estimado de R$ 210 milhões no EBITDA. Ainda assim, a companhia destacou que segue com iniciativas de competitividade e reorganização industrial, que devem gerar ganhos anuais de R$ 100 milhões a partir de 2026 e de R$ 180 milhões a partir de 2027, com foco na redução de custos fixos.

Além disso, a Tupy afirmou que avança em projetos de automação e eficiência operacional, com expectativa de acréscimo de 2 pontos percentuais na margem EBITDA em 2026. O plano de redução de estoques teve impacto positivo de R$ 62 milhões no trimestre e pode gerar benefícios adicionais de R$ 200 milhões até o fim de 2025.

A MWM, subsidiária da empresa, ampliou sua margem EBITDA para 11%, crescimento de 4 pontos percentuais na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho foi influenciado pela reestruturação fabril e administrativa, além de melhorias contínuas de processos, que contribuíram para maior eficiência e redução de custos, somadas ao melhor mix de produtos.

As vendas de grupos geradores avançaram 36% no trimestre, enquanto o segmento de reposição atingiu recorde histórico nos primeiros nove meses do ano, com aumento de 13%. Conforme informado, as linhas “Masterparts” e “Opcionais” registraram crescimento superior a 40% e já representam 20% da receita.

Durante o trimestre, a Tupy anunciou ainda uma parceria tecnológica com a Yuchai. Segundo comunicado, a MWM passou a atuar como distribuidora oficial da fabricante na América Latina, responsável pela comercialização de motores, grupos geradores, soluções híbridas elétricas, peças e serviços, além de apoiar o desenvolvimento de plataformas de grande porte a etanol, metanol, biometano e biodiesel por meio do Centro Tecnológico da companhia.

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