O Banco BMG (BMGB4) informou que registrou lucro líquido recorrente de R$ 148 milhões no terceiro trimestre de 2025, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (13). O resultado representa aumento de 27% em comparação ao valor de R$ 116 milhões contabilizado no mesmo período de 2024. Conforme o banco, o Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio alcançou 16,6% ao ano, cinco pontos percentuais acima do nível registrado no terceiro trimestre do ano anterior.
De acordo com o BMG, o desempenho decorre da disciplina na execução das estratégias e do avanço da transformação digital, que tem priorizado maior eficiência operacional e melhorias na experiência do cliente. A instituição informou ainda que segue com foco na consolidação de um modelo mais relacional, ampliando a presença nos produtos considerados centrais.
A originação de crédito dos produtos core totalizou R$ 1,9 bilhão no terceiro trimestre de 2025, segundo o banco. Desse volume, 40% foram contratados de forma automática pelos clientes. O BMG afirmou que os canais digitais cresceram 54% em 12 meses, impulsionando o alcance das operações.
O banco destacou que a ampliação da oferta de consignados para servidores públicos e a entrada no consignado privado contribuíram para diversificar o mix de crédito. Segundo o CEO do BMG, Felix Cardamone, “a ampliação do nosso mercado endereçável e a expansão dos nossos canais digitais está transformando o modelo de negócios do BMG. É um passo decisivo na consolidação como um banco mais completo, diversificado e preparado para crescer com qualidade”. Ele afirmou ainda: “Estamos capturando novas oportunidades de forma responsável, fortalecendo produtos de alta recorrência e relacionamento, e mantendo disciplina na originação e no risco”.
O banco informou que a experiência do cliente permanece entre as prioridades e envolve revisão de processos e ajustes contínuos na jornada. Os investimentos tecnológicos, conforme o BMG, permitiram desenvolver uma plataforma digital mais estável e escalável, ampliando o acesso aos serviços e reduzindo custos operacionais. No período, houve avanço de três posições no ranking de reclamações do Banco Central, com o BMG ocupando o 25º lugar.
Entre os indicadores financeiros, o banco registrou margem financeira após o custo de crédito de R$ 881 milhões no terceiro trimestre de 2025, crescimento de 8,4% na comparação anual, influenciado pela melhoria na qualidade dos ativos. A carteira de crédito total somou R$ 23,5 bilhões, movimento relacionado à mudança no mix, com redução de exposições consideradas menos rentáveis e ampliação das linhas de crédito pessoal e consignado.
A taxa de inadimplência acima de 90 dias encerrou o trimestre em 3,9%, segundo o banco, representando queda de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024. O índice de cobertura atingiu 197,3%, em linha com a política de manutenção de provisões conservadoras. O Índice de Basileia do BMG fechou o período em 13,1%.