O PagBank (NYSE: PAGS) divulgou nesta quarta-feira (12) os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025 (3T25), com lucro líquido recorrente de R$ 571 milhões. De acordo com a instituição, o desempenho foi impulsionado pela expansão da plataforma bancária e pela otimização da estrutura de capital, mesmo diante de um cenário de juros elevados e desaceleração econômica.
Segundo o banco digital, a receita líquida totalizou R$ 3,4 bilhões no período, representando um avanço de 14,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Os depósitos chegaram a R$ 39,4 bilhões, alta de 15,3% na comparação anual, enquanto a carteira de crédito atingiu R$ 4,2 bilhões, crescimento de 29,9%. O destaque foi o crédito para pequenas e médias empresas (PMEs), que aumentou 116% em um ano.
O CEO do PagBank, Alexandre Magnani, afirmou que a companhia manteve a rentabilidade e a geração sustentável de valor, com foco em produtos de maior margem. “Mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, retornamos aos acionistas mais de R$ 2 bilhões em dividendos e recompras nos últimos 12 meses. Seguimos confiantes na expansão de iniciativas estratégicas com uso crescente de IA para facilitar a vida financeira de nossos clientes”, declarou.
Ainda conforme o executivo, o PagBank alcançou 33,7 milhões de clientes, com 1,6 milhão de novos usuários no trimestre. “Continuaremos expandindo nossos serviços e fortalecendo o relacionamento com empreendedores e consumidores, gerando resultados consistentes para os acionistas”, completou Magnani.
Mudanças na liderança
O PagBank também comunicou alterações em sua alta administração. A partir de 1º de janeiro de 2026, Carlos Mauad, atual COO, assumirá o cargo de CEO. Gustavo Sechin, que hoje atua como Head de Relações com Investidores (RI), será o novo CFO.
Magnani e Artur Schunk, atual CFO, passarão a integrar o Conselho de Administração da companhia, com o objetivo de apoiar a transição e garantir a continuidade das estratégias de longo prazo.
“O PagBank está pronto para avançar em seu próximo capítulo de crescimento. Mauad possui mais de duas décadas de experiência no setor bancário e no mercado de crédito no Brasil, o que será essencial para o fortalecimento da instituição”, afirmou Magnani.
Para Schunk, a mudança reforça a maturidade da organização. “Não há dúvidas de que Sechin seguirá com comunicação clara e transparente junto ao mercado e aos acionistas. Essa transição demonstra o fortalecimento do modelo de negócios do PagBank, independentemente da troca na gestão”, destacou.
A instituição, que consolidou nos últimos anos sua presença no sistema financeiro nacional, reafirmou o compromisso de continuar investindo em tecnologia e inovação para oferecer um ecossistema digital completo, seguro e acessível aos clientes.