O dólar encerrou em alta de 0,35% nesta quarta-feira (12), cotado a R$ 5,2932 na venda, após cinco quedas consecutivas que levaram a moeda ao menor nível desde junho do ano passado. O movimento foi na contramão do exterior, onde o dólar cedeu ante outras moedas de países emergentes, em um pregão sem grandes gatilhos para o câmbio.
Na B3, o contrato de dólar futuro para dezembro — o mais negociado — avançou 0,29%, a R$ 5,3110. No câmbio comercial, a moeda foi comprada e vendida a R$ 5,293, enquanto o dólar turismo fechou a R$ 5,305 na compra e R$ 5,485 na venda.
No ano, a divisa acumula queda de 14,34%.
O leve ajuste técnico veio após uma sequência de fortes quedas que havia levado o dólar a R$ 5,2746 na véspera. Segundo operadores, investidores realizaram lucros em meio à falta de novos vetores locais e à cautela antes da votação final, na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, da proposta para encerrar a paralisação do governo norte-americano.
A expectativa de aprovação definitiva do texto — já aprovado pelo Senado por 60 votos a 40 — continuava a apoiar os ativos de risco no exterior, fortalecendo moedas como o peso mexicano e o peso chileno, enquanto o dólar se mantinha mais firme frente a divisas fortes como o iene, o euro e a libra.
No cenário doméstico, o destaque ficou por conta das declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em sua primeira fala pública após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês. Galípolo reforçou que o BC não sinalizou movimentos futuros na taxa de juros e que a política monetária continuará dependente dos dados. Ele destacou ainda que a autarquia tem mandato legal claro para perseguir a meta de inflação de 3%.
Entre os indicadores do dia, o IBGE informou que o setor de serviços cresceu 0,6% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, e 4,1% em relação ao mesmo mês de 2024 — desempenho considerado positivo e compatível com a resiliência da economia brasileira no terceiro trimestre.