Dólar cai 0,62% e fecha a R$ 5,27, menor valor desde junho de 2024

Moeda americana teve quinta queda consecutiva nesta terça-feira (11), acompanhando o otimismo global após o Senado dos EUA aprovar proposta para encerrar a paralisação do governo
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O dólar encerrou em baixa pela quinta sessão consecutiva nesta terça-feira (11), no menor patamar desde junho de 2024, em meio ao otimismo dos investidores com o avanço político nos Estados Unidos e à leitura favorável dos dados econômicos no Brasil.

O dólar à vista recuou 0,62%, fechando a R$ 5,2746 na venda — o menor valor desde 6 de junho de 2024, quando a cotação foi de R$ 5,2493. No acumulado de 2025, a moeda norte-americana registra queda de 14,64%.

Na B3, o contrato de dólar futuro para dezembro — atualmente o mais negociado — cedeu 0,34%, para R$ 5,2950. No câmbio comercial, a moeda foi comprada e vendida a R$ 5,274, enquanto o dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 5,294 na compra e R$ 5,474 na venda.

O recuo da moeda norte-americana refletiu o avanço do Senado dos Estados Unidos, que aprovou, por 60 votos a 40, a proposta para encerrar a paralisação do governo federal, a mais longa da história do país. A medida segue agora para a Câmara dos Deputados, onde o presidente da Casa, Mike Johnson, afirmou que pretende votar o texto na quarta-feira (12), antes de enviá-lo à sanção do presidente Donald Trump.

A expectativa de normalização das atividades governamentais nos EUA estimulou a busca global por ativos de risco, fortalecendo moedas de países emergentes, como o real, o peso chileno e o peso mexicano. No exterior, o dólar também apresentava leve fraqueza em relação às principais divisas globais.

No Brasil, a valorização do real foi impulsionada pela queda do IPCA, que subiu 0,09% em outubro, abaixo da alta de 0,48% em setembro e no menor nível para o mês desde 1998. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,68%.

A divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) também influenciou o mercado. O documento indicou que a taxa básica de juros, mantida em 15% ao ano, é considerada suficiente para garantir a convergência da inflação à meta, embora deva permanecer elevada por um “período bastante prolongado”.

A percepção de inflação sob controle e o tom mais brando do Copom sustentaram o apetite dos investidores por ativos brasileiros. O Ibovespa ultrapassou os 156 mil pontos, enquanto as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) recuaram de forma consistente.

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