O Ibovespa encerrou esta quinta-feira (16) em leve baixa, refletindo um pregão de ajustes e realização de lucros em meio à continuidade da correção que tem marcado o mês de outubro. Com BTG Pactual, Vale e Petrobras entre as maiores pressões negativas, o índice perdeu fôlego após oscilar em terreno positivo durante parte do dia.
O principal termômetro da B3 caiu 0,28%, aos 142.200,02 pontos, após variar entre 141.445,76 na mínima e 143.190,59 na máxima, com volume financeiro de R$ 20,9 bilhões, em sessão que antecede o vencimento de opções sobre ações.
Desde o início de outubro, o índice acumula queda de 2,76%, após ter avançado cerca de 22% até setembro.
Ruídos fiscais e incertezas globais pesam no humor
O clima externo também colaborou para a cautela. As relações comerciais entre Estados Unidos e China voltaram a gerar apreensão após nova troca de ameaças, enquanto o “shutdown” do governo norte-americano tem limitado a divulgação de dados econômicos, dificultando a leitura sobre o ritmo da economia dos EUA.
Em Nova York, o S&P 500 fechou em baixa de 0,63%, revertendo ganhos iniciais com preocupações sobre a saúde financeira de bancos regionais, o que contaminou o humor em outras praças, inclusive na B3.
Vale e Petrobras entre as maiores pressões
As ações da Vale (VALE3) recuaram 0,92%, acompanhando a queda dos futuros do minério de ferro na China. No mesmo setor, CSN (CSNA3) liderou as perdas, com baixa de 2,58%, após dados da Aço Brasil mostrarem retração de 3,2% na produção bruta de aço em setembro frente ao mesmo mês do ano anterior.
A Petrobras também pesou no índice: PETR4 caiu 1,01% e PETR3 recuou 0,79%, seguindo a queda de 1,37% no petróleo Brent, cotado a US$ 61,06 o barril. O movimento refletiu preocupações com excesso de oferta e aumento dos estoques globais.
BTG em baixa; bancos dividem direções
Entre as instituições financeiras, BTG Pactual (BPAC11) caiu 3,5%, puxando o setor após movimentos de ajuste técnico. O tom foi misto entre os demais bancos: Itaú Unibanco (ITUB4) teve leve queda de 0,24%, enquanto Bradesco (BBDC4) subiu 1,15%, Santander (SANB11) avançou 0,29% e Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 0,25%.
WEG avança com aposta em mobilidade elétrica
Na ponta positiva, WEG (WEGE3) subiu 2,7%, após anunciar a compra de 54% da Tupinambá Energia (Tupi Mob), empresa de recarga de veículos elétricos, por R$ 38 milhões. O movimento reforça a aposta da companhia na transição energética e na eletromobilidade — e ajudou a sustentar o índice em meio ao dia negativo.
Magazine Luiza e Braskem voltam a cair
O varejo voltou a sofrer, com Magazine Luiza (MGLU3) despencando 7,97%, retomando a trajetória de queda após duas sessões de trégua. Desde o fim de setembro, as ações acumulam perda de 23,15%, apesar da valorização de mais de 30% entre agosto e setembro.
Entre as maiores baixas, Braskem (BRKM5) caiu 6,67%, devolvendo ganhos recentes, em meio a preocupações com sua estrutura de capital e pressões sobre o setor petroquímico.
Fora do Ibovespa, Grupo Multi (MULT3) caiu 9%, após decisão desfavorável no Carf em processos fiscais que somam cerca de R$ 1,1 bilhão.