A Airbus entregou 73 jatos em setembro, um número acima do esperado e o maior já registrado para o mês, conforme fontes do setor informaram nesta sexta-feira (4). A marca reflete uma melhora nos atrasos na entrega de motores, que vinham afetando a produção de aeronaves.
Segundo analistas do mercado, as previsões anteriores indicavam entre 69 e 70 entregas para o período. A fabricante europeia, no entanto, não quis comentar os números informados.
O desempenho de setembro, comparado às 50 entregas do mesmo mês em 2024, elevou pela primeira vez o total acumulado desde janeiro acima do registrado no mesmo período do ano passado. Com isso, a Airbus chegou a 507 aeronaves entregues entre janeiro e setembro, representando um aumento de 2% em relação às 497 entregues nos primeiros nove meses de 2024.
De acordo com o analista independente Rob Morris, para atingir a meta de 820 entregas em 2025, a empresa precisará alcançar um quarto trimestre recorde, com 313 aeronaves entregues entre outubro e dezembro. Esse volume seria 16% superior ao do último trimestre de 2024 e superaria o recorde anterior de 297 entregas, obtido em 2018.
A Airbus enfrenta desafios na produção da família A320, afetada por atrasos na entrega de motores. Além disso, a fabricante tem encontrado dificuldades para ampliar o ritmo de produção para 75 unidades mensais, conforme planejado.
Apesar das restrições, a empresa caminha para um marco histórico na aviação comercial. Segundo Morris, o total acumulado de entregas da família A320 deve igualar-se ao do Boeing 737 — ultrapassando 12.250 unidades de cada modelo — tornando-se o jato comercial mais vendido da história.
A Airbus deve divulgar oficialmente seus dados mensais de pedidos e entregas na terça-feira (8).