Preços do cacau atingem mínima em um ano com início da colheita na África Ocidental

Queda de 10% na semana reflete aumento das vendas após elevação dos preços de fazenda em Gana e na Costa do Marfim, principais produtores mundiais
Juan Diavanera
Juan Diavanera

Os preços futuros do cacau na ICE atingiram nesta sexta-feira (3) as mínimas de um ano, acompanhando o avanço da colheita principal na África Ocidental. Agricultores da Costa do Marfim e de Gana, estimulados por aumentos nos preços pagos nas fazendas, ampliaram as vendas, pressionando o mercado internacional.

De acordo com dados da bolsa, o cacau em Londres recuou 195 libras, ou 4,3%, sendo negociado a 4.356 libras por tonelada, após tocar o menor valor desde o início de outubro do ano passado, em 4.320 libras. No acumulado da semana, a queda foi de 10%.

O governo de Gana, segundo maior produtor mundial, elevou em 12% o preço pago aos agricultores para a safra 2025/26, fixando-o em 58.000 cedis ganenses (cerca de US$ 4.640) por tonelada. O reajuste é o segundo anunciado em 2025 e busca, conforme autoridades locais, melhorar a renda dos produtores e conter o contrabando de grãos.

A decisão segue o movimento da Costa do Marfim, maior produtora global, que anunciou na quarta-feira (1º) um aumento de 55,6% no preço de porteira de fazenda para a safra 2025/26, fixando-o em 2.800 francos CFA (US$ 5,04) por quilo, o que equivale a aproximadamente US$ 5.050 por tonelada.

Enquanto o cacau recuou, os futuros do café registraram ganhos e alcançaram as máximas de duas semanas no mesmo pregão, conforme dados do mercado de commodities.

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