O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (3) em alta de 0,17%, aos 144.200,65 pontos, após três sessões consecutivas de queda. Apesar da recuperação, a semana terminou no negativo, com recuo acumulado de 0,86%. Foi a segunda semana seguida de perdas, após queda de 0,29% na anterior.
No câmbio, o dólar comercial fechou praticamente estável, em queda de 0,07%, a R$ 5,336. Já os juros futuros (DIs) encerraram o pregão de forma mista.
Wall Street e Bitcoin em alta
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários tiveram desempenho misto nesta sexta, mas fecharam a semana em campo positivo, em meio à paralisação do governo federal. Analistas destacaram otimismo em torno da inteligência artificial e expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve.
O Bitcoin voltou a se aproximar de sua máxima histórica, sustentado pelo rali global de ativos de risco e pelo ambiente favorável a reduções nas taxas de juros norte-americanas.
No Brasil, a produção industrial cresceu acima do esperado em agosto, após quatro meses de retração. Economistas destacaram, porém, que o avanço representa recomposição pontual das perdas recentes, sem sinal de tendência de aceleração sustentada da atividade.
Destaques do pregão desta sexta-feira
Vale (VALE3): -0,19%, após alta durante a manhã.
Petrobras (PETR4): -0,26%, mesmo com petróleo internacional em alta.
Bancos: sustentaram o índice, com Itaú (ITUB4) +0,74%, Bradesco (BBDC4) +0,06% e Banco do Brasil (BBAS3) -0,83%.
Varejo: Magazine Luiza (MGLU3) caiu 0,11%, revertendo ganhos na reta final.
Embraer (EMBR3): +1,31%, após divulgação da produção trimestral.
Brava Energia (BRAV3): -0,17%, apesar de alta de 7% na produção.
WEG (WEGE3): +0,75%, com ampliação de atuação em novos segmentos.
Ambipar (AMBP3): -49,09%, acumulando queda superior a 80% na semana, em meio a questionamentos sobre governança e liquidez.