O dólar comercial abriu em leve alta nesta quinta-feira (5), cotado a R$ 5,24, segundo boletim de câmbio divulgado por Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas. O movimento ocorre em um ambiente de cautela, com investidores aguardando decisões de política monetária no exterior e indicadores econômicos relevantes.
Na abertura dos negócios, o mercado apresentou fluxo moderado e ausência de direção definida. Conforme avaliação do boletim, o compasso de espera está relacionado, sobretudo, às decisões de juros do Banco da Inglaterra (BoE) e do Banco Central Europeu (BCE), que podem influenciar as expectativas sobre o ritmo da política monetária global.
No cenário externo, dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, divulgados na quarta-feira (4), reforçaram a percepção de resiliência da economia americana. De acordo com analistas, esse quadro mantém a pressão sobre o Federal Reserve, que segue com postura vigilante, fator que sustenta o dólar no mercado internacional.
Ainda no exterior, o mercado acompanha atentamente os comunicados do BCE e do BoE, previstos para esta quinta-feira (5). As decisões devem sinalizar se a trajetória de juros na Europa continuará restritiva ou se haverá espaço para cortes em um horizonte mais próximo.
No Brasil, apesar de uma agenda econômica mais esvaziada, o câmbio permanece sensível ao ambiente internacional e à percepção de risco fiscal. Investidores monitoram os desdobramentos políticos em Brasília, especialmente discussões relacionadas a medidas fiscais e à condução da política econômica, que podem influenciar o humor do mercado.
O ouro também iniciou o pregão desta quinta-feira (5) em leve alta, cotado a R$ 788,10 por grama, conforme boletim assinado por Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas. O movimento reflete a busca por proteção em meio às incertezas relacionadas à política monetária global.
No mercado internacional, o metal permanece negociado em níveis elevados. Segundo o boletim, investidores avaliam as decisões de juros do BCE e do BoE, cuja postura ainda restritiva contribui para a força do dólar, mas também sustenta a demanda por ativos considerados defensivos.
O fluxo para o ouro segue associado à percepção de riscos geopolíticos e à avaliação de que os principais bancos centrais ainda não sinalizaram cortes expressivos de juros. Além disso, a resiliência da economia dos Estados Unidos mantém a pressão sobre as taxas, ao mesmo tempo em que reforça o metal como instrumento de proteção contra a volatilidade.
No médio prazo, o boletim destaca que o ouro acumula valorização superior a 70% em pouco mais de um ano em alguns mercados, movimento que reforça sua posição como reserva de valor em um ambiente de incertezas.