MEI pode aumentar benefícios previdenciários com contribuição adicional

Especialista detalha como gerar a GPS, quais valores podem ser escolhidos e as vantagens para aposentadoria
Karolina Grabowska
Karolina Grabowska

Planejar a aposentadoria ainda é um desafio para muitos microempreendedores individuais (MEIs). O pagamento mensal do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) assegura acesso a benefícios básicos da Previdência Social, mas ainda existem dúvidas sobre a possibilidade de complementação, o impacto no valor da aposentadoria e as opções de previdência privada.

Para esclarecer os principais questionamentos, a consultora especialista em assuntos regulatórios da Contabilizei, Juliana Ribas, respondeu às cinco dúvidas mais comuns sobre contribuição previdenciária do MEI.

De acordo com a especialista, o pagamento do DAS garante cobertura previdenciária básica, mas a contribuição complementar pode elevar o valor dos benefícios. O DAS corresponde a 5% do salário mínimo (R$ 75,90 em 2025), chegando a 12% para transportadores autônomos de carga. Já a Guia da Previdência Social (GPS) permite recolhimentos adicionais para que a aposentadoria seja calculada com base em valores superiores ao salário mínimo.

A GPS complementar pode ser gerada pelo portal ou aplicativo Meu INSS. Para isso, o empreendedor deve acessar o sistema com a conta gov.br, buscar a opção “Emitir Guia de Pagamento (GPS)”, selecionar o período de referência, indicar o salário de contribuição desejado, definir o código e a data de pagamento. Após a confirmação, a guia fica disponível para impressão ou download. O pagamento pode ser feito em bancos, lotéricas ou aplicativos de instituições financeiras.

Segundo Juliana Ribas, quem paga apenas o DAS tem direito à aposentadoria por idade, limitada ao valor de um salário mínimo. Já a contribuição adicional permite complementar os 5% pagos até alcançar os 20% do salário de contribuição, ampliando a base para o cálculo da aposentadoria e demais benefícios do INSS.

O microempreendedor pode escolher a faixa de contribuição complementar, desde que respeite os limites estabelecidos pelo INSS, que vão do salário mínimo ao teto previdenciário. Assim, é possível optar por contribuir sobre dois, três salários mínimos ou outros valores dentro do intervalo permitido.

Sobre a comparação entre GPS complementar e previdência privada, a consultora destacou que a decisão depende do perfil de cada empreendedor. Enquanto o pagamento ao INSS garante cobertura previdenciária e benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e pensão por morte, a previdência privada e outros investimentos oferecem alternativas de planejamento financeiro, mas sem a proteção social vinculada ao regime público.

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