Dólar abre em alta a R$ 5,22 com agenda econômica no radar

Mercado acompanha IBC-Br, inflação nos EUA e sinais do Federal Reserve, enquanto investidores mantêm postura cautelosa diante do cenário fiscal e monetário
Karola G
Karola G

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (18) em leve alta, cotado a R$ 5,22, em meio a um ambiente de cautela no mercado doméstico e internacional. O movimento ocorre enquanto investidores monitoram a divulgação de indicadores econômicos no Brasil e no exterior, além de declarações de autoridades monetárias.

De acordo com Elson Gusmão, diretor de Câmbio da Ourominas, o fluxo no mercado segue misto. Parte dos agentes busca proteção diante da agenda econômica carregada, enquanto outros aproveitam oportunidades de arbitragem. Segundo ele, o comportamento reflete a divisão de estratégias em um cenário de incertezas.

No Brasil, os investidores acompanham a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central, conhecido como IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto. Além disso, permanecem no radar os debates sobre a condução da política fiscal e as negociações em torno de medidas de ajuste no Congresso Nacional.

No cenário externo, o mercado observa a divulgação de dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos e declarações de dirigentes do Federal Reserve, banco central norte-americano. Conforme analistas, as sinalizações podem reforçar expectativas sobre a manutenção de juros elevados por um período prolongado, o que sustenta a valorização global da moeda norte-americana.

Indicadores econômicos da zona do euro e da China também entram na pauta, influenciando o apetite por risco nos mercados internacionais. Assim, o sentimento predominante é de cautela, com investidores atentos aos desdobramentos das políticas monetária e fiscal.

Ouro sobe 0,93% e avança com busca por proteção

O ouro também iniciou o dia em alta nesta terça-feira (18). O metal foi negociado a US$ 4.951,70 por onça troy, após encerrar a sessão anterior em US$ 4.905,90. A variação positiva de 0,93% reflete, segundo Mauriciano Cavalcante, economista da Ourominas, o movimento de busca por proteção diante das incertezas globais.

No mercado doméstico, a cotação em reais acompanha tanto a oscilação do preço internacional quanto a variação do câmbio. De acordo com o economista, o fluxo de investidores indica maior demanda por ativos considerados defensivos, em linha com o ambiente observado no mercado de moedas.

No exterior, os dados de inflação nos Estados Unidos e as declarações de integrantes do Federal Reserve seguem como principais fatores de influência. Além disso, indicadores da zona do euro e da China também impactam o apetite ao risco.

Conforme analistas, a expectativa em torno da política monetária norte-americana e a volatilidade nos mercados globais mantêm o ouro como alternativa de proteção diante de incertezas econômicas e políticas.

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