Ibovespa recua levemente e mantém patamar dos 160 mil pontos

Ajuste técnico marca penúltima sessão de 2025, com giro reduzido e pressão de Vale e bancos
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Após duas sessões consecutivas de alta, o Ibovespa fez uma pausa para ajuste nesta segunda-feira (29), mas conseguiu sustentar a marca dos 160 mil pontos pelo terceiro fechamento seguido. O principal índice da B3 encerrou o dia com leve recuo de 0,25%, aos 160.490,30 pontos, em pregão de liquidez enfraquecida na penúltima sessão de 2025. O volume financeiro somou R$ 16,3 bilhões.

Ao longo do dia, o índice oscilou entre a mínima de 159.701,72 pontos e a máxima de 161.133,33 pontos, após abrir aos 160.896,52 pontos. O movimento refletiu ajustes pontuais de carteira, típicos do fim de ano, em um ambiente de menor participação dos investidores.

No mercado à vista, o dólar subiu 0,58% e fechou cotado a R$ 5,5770. No segmento comercial, a divisa terminou o dia com valores de compra e venda ambos em R$ 5,577, refletindo uma sessão de negociações mais contidas e com participação reduzida de investidores.

Petrobras sustenta parte do índice, mas Vale limita reação

O bom desempenho da Petrobras ajudou a reduzir a intensidade da queda do Ibovespa. As ações ordinárias da estatal (PETR3) avançaram 0,65%, enquanto os papéis preferenciais (PETR4) subiram 1,05%, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. Os preços da commodity subiram cerca de 2% tanto em Londres quanto em Nova York.

Ainda assim, o avanço da Petrobras não foi suficiente para neutralizar a queda da Vale (VALE3), ação de maior peso individual no índice. Os papéis da mineradora recuaram 1,37%, mesmo em um dia de forte alta do minério de ferro. Operadores atribuíram o movimento a uma realização de lucros, após a expressiva valorização acumulada do papel, que sobe mais de 12% no mês e quase 50% no ano.

Setor financeiro pressiona o índice

O setor financeiro também contribuiu para o viés negativo da sessão. As ações dos grandes bancos fecharam majoritariamente em baixa, com destaque para o Santander Brasil (SANB11), que recuou 2,68%. A exceção foi o Bradesco (BBDC4), que conseguiu inverter o sinal ao longo do pregão e encerrou na máxima do dia, com alta de 0,49%.

Destaques pontuais em meio ao ajuste de mercado

No positivo do índice, as ações da Brava Energia (BRAV3) lideraram os ganhos, com valorização de 5,01%. Também figuraram entre as maiores altas do dia o Pão de Açúcar (GPA3), que avançou 2,50%, e a CVC (CVCB3), com ganho de 1,93%.

No lado negativo, além da Vale, pesaram as ações da Cogna (COGN3), que recuaram 3,12%, e da CSN (CSNA3), com queda de 2,51%.

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