O início do ano costuma ser um período de reavaliação profissional e aumento na busca por novas oportunidades de trabalho, especialmente nos setores de tecnologia e inovação. Segundo levantamento da DataCamp, entre 2024 e 2025, o volume de pesquisas por vagas nessas áreas cresceu 56% no Brasil, enquanto a procura por oportunidades relacionadas à inteligência artificial aumentou 50% no mesmo período.
Diante desse cenário, empresas do setor tecnológico mantêm iniciativas de contratação e desenvolvimento de talentos. A Siemens Brasil, por exemplo, investe em programas voltados à formação de profissionais, como o Programa de Desenvolvimento de Talentos, que oferece vagas de estágio para estudantes de graduação, licenciatura e cursos tecnólogos interessados em atuar em ambientes ligados à inovação.
Além disso, a companhia mantém ações voltadas à diversidade e inclusão. Um dos exemplos é o programa DiverSifica, que inclui o Projeto Horizonte, iniciativa realizada em parceria com o SENAI Pirituba, em São Paulo, voltada à capacitação e contratação de 20 pessoas com deficiência. As inscrições permanecem abertas até domingo (5) e são realizadas por meio de plataforma online.
Dicas para quem busca oportunidades em tecnologia
Para profissionais que consideram uma transição de carreira ou buscam recolocação no mercado, Mariana Ceripieri, diretora de Pessoas e Organização da Siemens Brasil, apresentou orientações sobre competências valorizadas no setor de tecnologia e inovação.
Segundo a executiva, a prática de upskilling e reskilling tornou-se indispensável em um contexto no qual habilidades técnicas podem ter ciclo de vida médio de cerca de dois anos. O aprofundamento de competências já existentes e o desenvolvimento de novas habilidades são apontados como estratégias para acompanhar a evolução constante das tecnologias, especialmente em temas ligados à inteligência artificial e soluções emergentes.
Outro ponto destacado é a capacidade de adaptação. De acordo com Ceripieri, o mercado demanda profissionais com agilidade, abertura à experimentação e disposição para trabalhar com tentativas e ajustes contínuos. A familiaridade com mudanças frequentes passou a ser considerada parte do processo de desenvolvimento profissional.
O entendimento do negócio também aparece como fator de diferenciação. Profissionais que conseguem relacionar conhecimentos técnicos às estratégias corporativas tendem a contribuir de forma mais ampla, ao desenvolver soluções alinhadas aos objetivos das organizações e com potencial de impacto nos resultados.
Por fim, a diretora ressalta a importância de aliar tecnologia a uma visão humana. Conforme explicou, o avanço da inteligência artificial e das tecnologias generativas exige profissionais capazes de refletir sobre os efeitos dessas ferramentas nas pessoas, no ambiente de trabalho e na cultura organizacional. Nesse contexto, o pensamento crítico é apontado como essencial para avaliar dados, questionar resultados e identificar possíveis riscos.